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Censurado no Brasil, premiado no exterior: vinho paranaense conquista terceiro ouro no Vinalies Internationales

  • há 1 hora
  • 3 min de leitura

O rótulo da Vinícola Franco Italiano foi o único brasileiro premiado três vezes no certame francês


Censurado no Brasil, premiado no exterior: vinho paranaense conquista terceiro ouro no Vinalies Internationales

O rótulo da Vinícola Franco Italiano se tornou o único brasileiro a brindar três vezes, com o ouro no prestigiado Vinalies Internationales, um dos certames mais respeitados e criteriosos do mundo do vinho. A consagração em 2026, com a terceira medalha dourada, reforça o amadurecimento da vitivinicultura nacional e dá novas notas ao terroir brasileiro.


Longe das parreiras da tradicional Serra Gaúcha, a vinícola instalada em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba, prova que é possível cultivar excelência também em novos solos. Com sua terceira medalha dourada, a Franco Italiano reafirma que o Brasil tem vinhos capazes de encantar olhares e paladares além de suas fronteiras. 


Na última edição, dois rótulos foram premiados, o Censurato Cabernet Sauvignon e o Rodolpho Cabernet Franc, avaliados às cegas por especialistas de diferentes países. Neste ano, o concurso reuniu 2.654 amostras de 44 nações. 


O principal destaque ficou com o Censurato, que alcançou sua terceira medalha de ouro no Vinalies (2023, 2025 e 2026), tornando-se o único vinho brasileiro a atingir esse feito na história da competição. 


Mais do que uma conquista individual, o resultado reforça a ascensão de novas regiões produtoras no país e desafia a percepção de que os grandes vinhos brasileiros pertencem exclusivamente ao Rio Grande do Sul. 


“Aquilo que começou como sonho se transformou em trabalho e agora em reconhecimento internacional. Todos os dias entramos na vinícola com o propósito de fazer o nosso melhor”, afirma Fernando Rausis, proprietário da vinícola. 


Rótulos premiados traduzem identidade própria 

Elaborado apenas em safras selecionadas, o Censurato Cabernet Sauvignon amadurece por 18 meses em barricas francesas e americanas. O resultado é um vinho intenso e sofisticado, com notas marcantes de frutas negras, alcaçuz, toffee e delicados nuances achocolatados e caramelizados, provenientes do carvalho americano.


Já o Rodolpho Cabernet Franc, também maturado por 18 meses, exclusivamente em barricas francesas, apresenta perfil elegante e estruturado, com aromas de especiarias, frutas vermelhas e traços florais. O rótulo homenageia o avô paterno da família e simboliza trabalho, legado e conexão com a herança francesa. 


Segundo a vinícola, ambos os vinhos expressam uma proposta autoral: rótulos brasileiros produzidos com inspiração europeia, distantes do perfil tradicional chileno e argentino, com atenção absoluta a cada etapa do processo — do manejo do vinhedo ao engarrafamento. 


Um vinho que nasceu da resistência 

Antes de ser premiado na França, o Censurato enfrentou desconfiança no próprio mercado brasileiro. Em degustações identificadas, o rótulo chegou a ser rejeitado por sua origem paranaense. Quando apresentado às cegas, porém, foi escolhido repetidamente como o melhor vinho da degustação. O episódio inspirou o nome do rótulo. 


“Percebemos que havia uma censura à origem. Transformamos isso em identidade. Hoje, o Censurato virou referência dentro da nossa história”, relembra Fernando. 


Tradição familiar e ousadia técnica 

A história da Vinícola Franco Italiano começou no fim do século XIX, com a chegada ao Brasil das famílias Rausis, da França, e Ceccon, da Itália. Em busca de novas oportunidades, os imigrantes trouxeram consigo a tradição da produção caseira de vinhos, transformando conhecimento familiar em negócio. 


Inicialmente dedicada aos vinhos de mesa, a empresa ampliou sua atuação em 2005, quando a quarta geração passou a investir também em vinhos finos. A decisão inaugurou uma nova fase e abriu caminho para uma trajetória consistente de premiações nacionais e internacionais. 


Sobre a Vinícola Franco Italiano 

A Vinícola Franco Italiano possui cinco linhas de vinhos finos: Sincronia, inspirada no encontro entre natureza e intervenção humana; Josephine, em homenagem à origem francesa da família; Censurato, elaborada apenas nas melhores safras; Rodolpho, marcada por estrutura e intensidade; e Paradigma, linha de edições limitadas guiadas pela imprevisibilidade da natureza. Na categoria de espumantes, destaca-se a linha Cuvée, produzida pelo método tradicional Champenoise. 


As uvas são cultivadas pela vinícola em diferentes terroirs brasileiros, selecionados conforme as características ideais para o cultivo de cada variedade, contemplando regiões como Porto Amazonas, Planalto Catarinense, Serra do Sudeste, Campos de Cima da Serra e Campanha Gaúcha, além da Serra da Mantiqueira e da Chapada Diamantina. 


Atualmente, a vinícola oferece visitas guiadas às instalações, degustações, experiências enoturísticas e a atividade Wine Blending, em que o visitante vive um dia como enólogo e produz o próprio vinho sob orientação profissional. O espaço também conta com o Wine Garden, local disponível para o consumo de vinhos e tábuas de frios, criado pela nova geração da família.


Sobre o Vinalies 

Organizado pela União dos Enólogos da França, com patronagem da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV) e da VINOFED, o Vinalies Internationales está entre os concursos mais tradicionais e criteriosos do mundo. Em 2026, reuniu 107 jurados de 31 nacionalidades.


Censurado no Brasil, premiado no exterior: vinho paranaense conquista terceiro ouro no Vinalies Internationales

Fonte: Lumiere Comunicação

Giovana


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