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Consumo de coquetéis registra R$ 2,3 bilhões no Brasil, aponta IFB

  • 20 de mai.
  • 2 min de leitura

Dia Nacional do Coquetel é celebrado em meio a dados que revelam mudanças no comportamento do consumidor, com retração no volume, mas manutenção da relevância em ocasiões noturnas e entre o público jovem


Consumo de coquetéis registra R$ 2,3 bilhões no Brasil, aponta IFB

 

Celebrado em 18 de maio, o Dia Nacional do Coquetel confirma a importância da mixologia no foodservice brasileiro. Todavia, existe uma transformação em curso no consumo de bebidas alcoólicas no país. Dados do estudo CREST, em parceria com o Instituto Foodservice Brasil (IFB) mostram que, apesar de ainda movimentar cifras relevantes, o consumo de coquetéis passa por um momento de ajuste, com queda tanto em valor quanto em volume nos últimos 12 meses.


No período encerrado em março de 2026, os coquetéis alcoólicos registraram gasto aproximado de R$ 2,3 bilhões no Brasil, uma retração de 40% em relação ao acumulado dos 12 meses anteriores. O número de transações também acompanhou esse movimento, somando mais de 51,8 milhões, o que representa uma queda de 46% na mesma base de comparação. Ainda assim, a bebida mantém forte presença em momentos específicos de consumo, especialmente durante refeições noturnas, que concentram 74% da demanda.


O perfil do consumidor ajuda a explicar a resiliência da categoria. Jovens entre 25 e 34 anos respondem por quase 44% do consumo, com predominância feminina, representando mais de 56% do total. Os coquetéis seguem mais presentes em bares e estabelecimentos fine dining, ambientes onde a experiência e a experimentação continuam sendo fatores decisivos.


No estado de São Paulo, principal mercado do país, o cenário acompanha a tendência nacional, mas com quedas menos acentuadas. O gasto com coquetéis alcançou cerca de R$ 727,8 milhões no mesmo período, uma redução de 24% no comparativo com a análise anterior. Já o número de transações ultrapassou 17,8 milhões, com retração de 15%. Assim como no restante do país, o consumo está concentrado no período noturno e no público jovem, com ainda maior participação feminina, que chega a mais de 57%.


Entre os principais motivadores de consumo, fatores como hábito e indulgência seguem relevantes, embora em queda, enquanto a conveniência começa a ganhar espaço, especialmente em São Paulo. Esse movimento sugere uma mudança gradual no comportamento do consumidor, que passa a equilibrar a busca por experiências com escolhas mais racionais e contextuais.


Para Ingrid Devisate, vice-presidente executiva do IFB, o momento não representa perda de relevância da categoria, mas uma reconfiguração. “Os coquetéis continuam sendo uma expressão importante da experiência no foodservice, especialmente em ocasiões sociais e noturnas. O que os dados mostram é um consumidor mais seletivo, que valoriza qualidade, contexto e propósito no consumo, o que abre espaço para inovação e reposicionamento da oferta”, afirma.


Sobre o Instituto Foodservice Brasil 

Fundado em 2013, o Instituto Foodservice Brasil (IFB) é um ecossistema que representa a união da cadeia de valor com fabricantes, prestadores de serviços e operadores de estabelecimentos que, juntos, buscam soluções para temas que impactam o mercado de alimentação fora do lar e o consumidor, por meio de fornecimento de dados de mercado e do desenvolvimento de inteligência, tecnologia & inovação, ESG e iniciativas ligadas a relações governamentais, institucionais e jurídicas.  

 

Consumo de coquetéis registra R$ 2,3 bilhões no Brasil, aponta IFB

NB Press Comunicação       

Katrina Coelho

Analista de Relacionamento com a Imprensa 

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