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Escola de Enoturismo amplia pesquisa nacionale convoca vinícolas de todo o Brasil

  • há 1 hora
  • 4 min de leitura

Após repercussão dos primeiros resultados apresentados no 1º Fórum de Enoturismo das Américas, levantamento avança pelas regiões produtoras do país. Vinícolas têm até 30 de outubro para responder quatro perguntas e ajudar a dimensionar o enoturismo brasileiro

 

Escola de Enoturismo amplia pesquisa nacionale convoca vinícolas de todo o Brasil

Quantas pessoas trabalham diretamente com enoturismo nas vinícolas brasileiras? Quantos visitantes a atividade movimenta por ano? Quanto o enoturismo representa no faturamento das empresas? E onde estão as maiores carências de profissionais qualificados? Quatro perguntas simples e diretas podem ajudar o Brasil a conhecer melhor uma atividade que cresce, gera empregos, movimenta territórios e ganha importância econômica e social. Depois da repercussão positiva dos primeiros resultados apresentados no 1º Fórum de Enoturismo e Gastronomia das Américas, a Escola de Enoturismo decidiu ampliar sua pesquisa nacional e estendeu até 30 de outubro o prazo para participação das vinícolas. As empresas que ainda nõ participaram podem responder as perguntas através do link https://forms.gle/v8MSKiLGdyg5P3xL6.

 

O objetivo agora é avançar pelas diferentes regiões produtoras e ampliar significativamente a amostragem, reunindo informações de vinícolas de diferentes portes, perfis e territórios. Quanto maior a participação, mais representativo será o diagnóstico e maior será a capacidade de compreender a dimensão e os desafios do enoturismo brasileiro.

 

Para ampliar o alcance da pesquisa, a Escola de Enoturismo também está mobilizando associações de produtores e entidades representativas das diferentes regiões vitivinícolas brasileiras. A proposta é contar com o apoio dessas organizações na divulgação do levantamento e no incentivo à participação das vinícolas de seus territórios, contribuindo para que a amostragem represente, cada vez mais, a diversidade do enoturismo praticado no país.

 

A primeira etapa já demonstrou a relevância desse movimento. A amostragem inicial reuniu 51 vinícolas de seis estados — Bahia, Distrito Federal, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo — que, juntas, recebem 1.223.482 visitantes por ano e mantêm 834 profissionais diretamente envolvidos com o enoturismo.

 

Outro dado chamou atenção: em média, 34,7% do faturamento das empresas pesquisadas provém do enoturismo, considerando as diferentes realidades e modelos de negócio encontrados entre as participantes. O percentual variou de 1% a 98%, evidenciando tanto a diversidade do setor quanto o espaço que a atividade vem conquistando dentro das vinícolas.

 

Primeiros números reforçam necessidade de avançar

Apresentados pela Escola de Enoturismo durante o 1º Fórum de Enoturismo das Américas, realizado em São Paulo dia 13 de agosto, os resultados deram visibilidade a uma lacuna que ainda acompanha o crescimento do setor: o Brasil não dispõe de indicadores nacionais consolidados capazes de mostrar quantas pessoas trabalham diretamente na atividade, quantos visitantes passam anualmente pelas vinícolas, qual é sua contribuição para o faturamento das empresas e quais profissionais o mercado mais necessita.

 

A receptividade aos dados apresentados no Fórum reforçou a importância de ampliar o levantamento. A proposta é chegar a uma base mais abrangente, incorporando novas regiões produtoras e diferentes modelos de operação de enoturismo. “Os primeiros números mostraram o quanto ainda precisamos conhecer o enoturismo brasileiro. Temos uma atividade que cresce e requer profissionalização em diferentes regiões do país, mas ainda conhecemos pouco da sua dimensão. Ampliar essa amostragem é fundamental para trabalharmos com dados cada vez mais representativos, compreendendo não apenas o tamanho desse mercado, mas também suas necessidades. Quanto mais conhecermos a realidade das vinícolas e dos profissionais que elas precisam, mais assertivos poderemos ser na construção dos nossos cursos e programas de formação. A pesquisa nos ajuda a aproximar ainda mais a qualificação das demandas reais do mercado e, assim, contribuir efetivamente para o desenvolvimento do enoturismo brasileiro”, destacam os fundadores da Escola de Enoturismo, Ivane Remus Fávero, Lucinara Masiero e Artur Tremper Farias.

 

Quatro respostas para ajudar a mapear o enoturismo brasileiro

Participar é simples. Cada vinícola precisa responder apenas quatro perguntas: quantos profissionais estão envolvidos diretamente no enoturismo; quantos visitantes recebe por ano; qual o percentual do faturamento da empresa proveniente do enoturismo, considerando as experiências e as vendas realizadas na loja; e em quais áreas e funções existe maior carência de profissionais qualificados. As respostas podem ser enviadas até 30 de outubro para p e-mail escoladeenoturismo@gmail.com ou pelo WhatsApp (54) 99151-0006.

 

A Escola de Enoturismo reforça que a participação de vinícolas de todas as regiões e portes é importante para ampliar a representatividade da pesquisa. O levantamento não busca comparar empresas, mas construir uma visão coletiva da atividade e produzir informações capazes de contribuir para o planejamento, a qualificação profissional e o desenvolvimento do enoturismo no país.

 

Um diagnóstico em construção

A pesquisa nasceu da constatação de que a expansão do enoturismo brasileiro precisa ser acompanhada também pela produção de conhecimento sobre o próprio mercado. Na primeira amostragem, além do volume expressivo de visitantes e da participação da atividade no faturamento, as respostas revelaram dificuldades para encontrar atendentes especializados em enoturismo, profissionais com domínio de inglês e espanhol, lideranças e gestores, equipes para gastronomia e restaurantes e trabalhadores para áreas de limpeza e higiene.

 

Com a ampliação do levantamento, a Escola pretende avançar na construção de uma base de dados que permita acompanhar a evolução da atividade, identificar necessidades e oportunidades nas diferentes regiões vitivinícolas e, sobretudo, antecipar as demandas de qualificação. Em um setor que cresce e se transforma rapidamente, a formação profissional precisa estar à frente desse desenvolvimento, preparando pessoas para os novos desafios e contribuindo para que o enoturismo brasileiro cresça de forma qualificada e sustentável.

 

Criada em maio de 2026, a Escola de Enoturismo atua sobre três pilares — Território e Origem, Comunicação e Experiência e Negócio — aproximando formação profissional e necessidades reais do mercado. A iniciativa é conduzida pela Mestre em Enoturismo Ivane Remus Fávero, pela jornalista Lucinara Masiero e pelo especialista em Enoturismo Artur Tremper Farias.

 

Pesquisa Nacional sobre o Enoturismo Brasileiro

Quem pode participar: vinícolas brasileiras

Prazo: até 30 de outubro de 2026

Questões:

1. Número de profissionais envolvidos diretamente no enoturismo:

2. Número de visitantes recebidos por ano:

3. Percentual do faturamento da empresa proveniente do enoturismo, considerando experiências e vendas na loja:

4. Áreas e funções em que existe maior carência de profissionais qualificados:


Envio: escoladeenoturismo@gmail.com ou pelo WhatsApp: (54) 99151-0006


Escola de Enoturismo amplia pesquisa nacionale convoca vinícolas de todo o Brasil

Fonte:

Lucinara Masiero

 

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