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Wine South America 2026 - Itália apresenta, a partir de hoje (12/5), 32 empresas e mais de 300 rótulos  

  • há 49 minutos
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Pavilhão organizado pela Agência ICE reúne 14 regiões italianas, do Alto Ádige à Sicília, e mostra ao mercado brasileiro um panorama completo da viticultura da península — de pequenos produtores artesanais a grandes grupos exportadores Sommelier Marcelo Vargas comanda três masterclasses


Wine South America 2026 - Itália apresenta, a partir de hoje (12/5), 32 empresas e mais de 300 rótulos  

   

Entre hoje (12/5) e quinta-feira (14/5), a Wine South America 2026 recebe uma das mais expressivas representações italianas já organizadas no Brasil. Reunidas em um Pavilhão, 32 empresas provenientes de 14 regiões da Itália estão em Bento Gonçalves (RS) para apresentar um destacado panorama da produção enológica do país, que soma mais de 62 milhões de garrafas anuais. A participação do país europeu é organizada pela ICE - Agência para a Promoção no Exterior e a Internacionalização das Empresas Italianas no Brasil | Departamento para a Promoção de Intercâmbios da Embaixada da Itália.


O grupo — composto por vinícolas, consórcios de tutela e estruturas comerciais especializadas em exportação — abrange desde realidades artesanais, com produções a partir de 35 mil garrafas, até grandes grupos industriais e cooperativos que ultrapassam 20 milhões de unidades por ano, oferecendo aos importadores, distribuidores e formadores de opinião brasileiros um retrato fiel da diversidade que caracteriza o vinho italiano contemporâneo.


A delegação contempla algumas das principais áreas vitivinícolas da península, com destaque para Vêneto, Toscana, Campânia, Piemonte, Lombardia, Úmbria e Friuli Venezia Giulia, além de presenças relevantes de Marche, Sicília, Emília-Romagna, Abruzzo, Trentino-Alto Ádige e Puglia.


As empresas trabalham com as reconhecidos denominações DOC e DOCG do país — de Chianti Classico, Valpolicella e Bardolino a Franciacorta, Prosecco, Verdicchio di Matelica, Marsala, Montefalco Sagrantino e Alto Adige — e oferecem um portfólio que combina castas autóctones (Sangiovese, Aglianico, Nero d'Avola, Glera, Corvina, Lambrusco, Grechetto, Pinot Noir e Gewürztraminer, entre outras) e variedades internacionais. A oferta cobre integralmente o espectro de tipologias, dos tintos estruturados aos brancos minerais, passando por rosés, espumantes Método Clássico e Charmat, passitos e vinhos doces, em uma faixa de preços que se estende do segmento de entrada ao ultrapremium.

 

De forte vocação exportadora, o grupo já mantém presença consolidada nos principais mercados internacionais — Estados Unidos, Japão, Reino Unido, China, Suíça, Alemanha, Canadá, Bélgica, Holanda e países escandinavos — e enxerga o Brasil como destino estratégico para os próximos anos.

 

Tradição familiar centenária, conduzida em muitos casos por dinastias com diversas gerações no setor, convive com projetos contemporâneos, certificações orgânicas e protocolos de sustentabilidade como o SQNPI. Integram ainda o grupo o Consorzio Vini Mantovani, entidade de tutela que reúne mais de 1.700 hectares e 22 produtores associados, e estruturas comerciais especializadas em importação e distribuição, configurando um ecossistema plural e altamente complementar, pronto para ampliar parcerias com o trade brasileiro.

 

Itália intensifica sua aposta no mercado brasileiro de vinhos


A Itália, maior produtora mundial de vinhos, é hoje o quinto maior exportador em valor da bebida para o Brasil, atrás do Chile, Argentina, Portugal e França. Em 2025, as vendas somaram US$ 49,2 milhões, contra os US$ 43,2 milhões de 2024, com alta de 13,9%. O total de litros exportado manteve-se estável – cerca de 9,8 milhões.


Mas, mais importante que o tamanho do mercado é a mudança de perfil do consumo: o Brasil avança na premiumização, processo pelo qual os consumidores trocam produtos de entrada por opções de maior qualidade e preço -, que é hoje o principal motor do mercado de vinhos no País. Esse movimento implica crescimento do valor médio das importações, expansão do e-commerce, maior abertura a brancos, rosés e espumantes, e busca crescente por rótulos de origem, diversidade regional e valor agregado.


De acordo com Milena Del Grosso, diretora para o Brasil da ICE, “o país europeu é o exemplo mais nítido desse movimento de premiumização”. Ela destaca que “o volume de vinhos italianos exportado para o Brasil se manteve estável, enquanto o faturamento cresce”. Prova disso é o aumento no preço dos vinhos italianos, que passou de US$ 3,98 em 2024 para US$ 4,56 no ano passado – alta de 14,6%.


Importações brasileiras


As importações brasileiras de vinhos registraram aumento de 3,5% em 2025, passando de 159,6 milhões de litros em 2024 para 165,1 milhões. Essas compras somaram US$ 558,7 milhões contra US$ 523,4 milhões do ano anterior. Maior importador de vinhos da América do Sul, o Brasil adquire rótulos de cerca de 40 países, entre os quais a Itália, que ocupa a quinta posição em valor e quarta posição em volume. As informações são do Ministério do Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços.

 

Itália registra alta na produção de vinhos em 2025


No ano passado, a Itália produziu 47,4 milhões de hectolitros de vinho — o equivalente a pouco mais de 4,7 bilhões de litros —, um aumento de 7,5% em relação a 2024, quando o país registrou 44,1 milhões de hectolitros.


Esse desempenho, de acordo com dados da OIV (Organização Internacional da Vinha e do Vinho), fez com que o país europeu retomasse a posição de maior produtor mundial de vinho, temporariamente perdida em 2024 em razão dos efeitos climáticos adversos. Com isso, a Itália voltou a liderar o ranking global, à frente de França (35,9 milhões de hl) e Espanha (29,4 milhões de hl).


A Itália também é a maior exportadora mundial de vinhos, respondendo, ainda segundo a OIV, por cerca de 21,8% das exportações globais. Na sequência aparecem Espanha (20,1%), França (12,8%), Chile (7,8%) e Portugal (3,5%).


Segundo a Eurostat, os cinco principais destinos dos vinhos italianos em volume — em um total de 978,4 milhões de litros — são Estados Unidos (19,5%), Alemanha (16%), Reino Unido (13,8%), Canadá (4%) e França (3,9%). Em valor, considerando um total de US$ 4,8 bilhões, os cinco principais mercados são Estados Unidos (23,5%), Alemanha (13,4%), Reino Unido (10,8%), Canadá (5,6%) e Suíça (5%).


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